HPV atinge mais da metade dos jovens brasileiros

 

Que bicho é esse ?

HPV é a sigla em inglês dada a um grupo de vírus transmitidos sexualmente, pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas. Apesar de a camisinha feminina ser mais eficiente que a masculina (por cobrir uma área genital maior), só o uso de preservativo não exclui o risco de contágio — e a presença de feridas na vagina, ânus ou pênis, da mesma forma, pode facilitar a transmissão.

Se indicassem a incidência de qualquer outra infestação viral, esses altos índices de infecção mobilizariam grande esforço das ações públicas. Não é o que acontece com o HPV. Graças ao caráter super silencioso da doença, a gigantesca maioria dos portadores não faz nem ideia do que carrega o invasor dentro do corpo.

Apenas 5% dos contaminados costumam sofrer efeitos diretos da ação do vírus, apresentando a formação de verrugas na região genital, na boca e na garganta. Eventualmente, as mudanças são internas, como as lesões no colo do útero nas mulheres, detectáveis apenas em exames de laboratório — COLPOSCOPIA e o PAPANICOLAU são dois exemplos.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existem 150 tipos de HPV diferentes, sendo que 40 deles podem infectar a região anal e genital. Das 13 variedades de HPV consideradas oncogênicas (CAUSADORAS DE TUMOR), os tipos 16 e 18 são os mais comuns — estima-se que estejam presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero. A incidência desse tipo de câncer é de cerca de 500 mil casos anuais.

vacina contra o HPV, disponibilizada pelo SUS no Brasil desde 2014, é a forma mais eficaz de prevenção. Capaz de proteger contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus, ela pode diminuir em até 98% a incidência de verrugas e outras doenças. O foco são as meninas entre 9 e 14 anos e meninos entre 11 e 13, além de portadores de HIV. Na rede privada, porém, pessoas de outras faixas etárias também podem ser vacinadas.

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